O que roda na nuvem?

Recurso interativo 03 · Aulas 1 e 4

Boas-vindas!

Aqui vamos compreender como funciona a computação em nuvem, avaliar suas vantagens e desvantagens, custos, segurança e identificar o que roda na nuvem e o que roda no próprio computador. Vamos nessa?

Conteúdos

    Figura 1 - Dispositivos conectados a serviços na nuvem

    O que é computação em nuvem?

    Computação em nuvem (cloud computing) é o uso de recursos de computação, como armazenamento, processamento, bancos de dados e programas, pela internet, sob demanda, sem que o usuário precise ter ou manter esses equipamentos.

    O nome "nuvem" vem dos antigos diagramas de rede, em que a internet era desenhada como uma nuvem: algo que funciona, mas cujos detalhes ficam "escondidos".

    Quando você salva uma foto no Google Fotos, assiste a uma série no streaming ou edita um documento on-line, os dados e o processamento estão em servidores de grandes empresas, e não no seu aparelho.

    Cinco características (NIST)

    Autoatendimento sob demanda, acesso amplo pela rede, recursos compartilhados, elasticidade rápida e serviço medido (paga-se pelo uso).

    Ilustração de nuvem com ícones de serviços de armazenamento conectada a um notebook
    Figura 2 - Arquivos e serviços acessados pela nuvem

    Por trás da nuvem: os data centers

    A nuvem não é "abstrata": ela roda em data centers, prédios com milhares de servidores, sistemas de refrigeração, energia de reserva (geradores e nobreaks) e conexões de internet de alta velocidade.

    Graças à virtualização, um único servidor físico é dividido em várias máquinas virtuais, que atendem clientes diferentes. Os provedores mantêm data centers em várias regiões do mundo, para ficar perto dos usuários e manter cópias dos dados.

    Grandes provedores: Amazon Web Services (AWS), Microsoft Azure e Google Cloud.

    Corredor de um data center com fileiras de servidores iluminados

    Figura 3 - Corredor de servidores em um data center

    IaaS, PaaS e SaaS: quem cuida de quê?

    Os serviços de nuvem são divididos conforme a responsabilidade que fica com o provedor.

    Clique em cada modelo e observe as camadas da pilha.

    ProvedorVocê
    Local

    Pública, privada ou híbrida?

    Além do tipo de serviço, a nuvem varia conforme quem pode usá-la e onde ela está:

    Nuvem pública

    Infraestrutura de um provedor compartilhada por muitos clientes, acessada pela internet. Ex.: AWS, Azure, Google Cloud.

    Nuvem privada

    Exclusiva de uma organização, no próprio data center ou em um provedor. Mais controle, porém mais cara.

    Nuvem híbrida

    Combina as duas: dados sensíveis ficam na nuvem privada e o restante, na pública.

    Figura 4 - Servidores que formam uma nuvem

    Por que usar a nuvem?

    Escalabilidade e elasticidade

    Aumente ou reduza recursos em minutos, conforme a demanda, como em uma loja virtual na Black Friday.

    Acesso de qualquer lugar

    Arquivos e sistemas disponíveis no computador, no celular ou no tablet, bastando ter internet.

    Pague pelo uso

    Sem grandes compras de equipamentos: o custo acompanha o consumo de cada mês.

    Sem manutenção de hardware

    O provedor cuida de servidores, energia, refrigeração e atualizações físicas.

    Backup e recuperação

    Cópias automáticas em vários data centers reduzem o risco de perder dados.

    Colaboração em tempo real

    Várias pessoas editam o mesmo documento ao mesmo tempo, sem trocar arquivos por e-mail.

    Nem tudo são flores

    • Dependência da internet: sem conexão, ou com conexão lenta, os serviços ficam indisponíveis.
    • Latência: os dados viajam até o data center, o que pode atrasar aplicações que exigem resposta imediata.
    • Custo recorrente: as mensalidades se acumulam e, sem controle, podem superar o valor de um equipamento próprio.
    • Menos controle: o provedor decide sobre atualizações, mudanças de preço e encerramento de serviços.
    • Dependência do fornecedor (vendor lock-in): mudar de provedor pode ser difícil e caro.
    • Privacidade: os dados ficam em servidores de terceiros, às vezes em outros países.
    Animação de um aparelho sem conexão com a internet

    Sem internet, sem nuvem

    Um serviço 100% on-line deixa de funcionar quando a conexão cai. Por isso, muitos aplicativos oferecem um modo off-line.

    Custos: comprar ou assinar?

    Na infraestrutura própria (on-premises), a empresa faz um investimento inicial alto (CAPEX) em servidores, licenças e instalação, e depois paga energia e manutenção. Na nuvem, o gasto é uma despesa operacional (OPEX), mensal e proporcional ao uso.

    Arraste o controle para comparar o custo acumulado de um pequeno servidor de arquivos ao longo do tempo (valores ilustrativos).

    Servidor próprioNuvem
    InícioR$ 18.000R$ 0
    MensalR$ 450 (energia, suporte)R$ 950 (assinatura)
    EscalaComprar mais hardwareAjustar o plano
    Servidor próprio
    Nuvem

    Segurança: responsabilidade compartilhada

    Os provedores investem muito em segurança física e digital, mas a proteção é compartilhada. Muitos incidentes acontecem por senhas fracas ou configurações erradas do próprio usuário.

    Provedor

    Prédios e acesso físico, servidores, rede, energia, atualizações da infraestrutura e criptografia dos discos.

    Você

    Senhas fortes, verificação em duas etapas, permissões de compartilhamento, cuidado com links falsos (phishing) e cópia de dados importantes.

    Verificação em duas etapas (2FA)

    Mesmo que alguém descubra sua senha, não consegue entrar sem o código enviado ao seu celular.

    Ilustração digital de cadeado e impressão digital, simbolizando segurança

    Restrições legais e técnicas

    • LGPD: a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) exige cuidado com dados pessoais, inclusive quando armazenados na nuvem. A empresa continua responsável por eles.
    • Localização dos dados: alguns setores, como saúde, governo e bancos, têm regras sobre o país onde os dados podem ficar.
    • Conectividade: regiões com internet instável ou cara limitam o uso da nuvem.
    • Volume de dados: enviar e baixar grandes quantidades de dados leva tempo e pode gerar custos de transferência.
    • Sistemas legados: programas antigos nem sempre funcionam na nuvem sem adaptação.
    Ilustração de criminoso virtual tentando acessar dados seguros em um notebook
    Figura 5 - Dados na internet exigem proteção

    A nuvem no dia a dia

    Muitos serviços que usamos todos os dias rodam na nuvem:

    UsoExemplos
    ArmazenamentoGoogle Drive, OneDrive, iCloud, Dropbox
    ProdutividadeGoogle Docs, Microsoft 365 on-line, Canva
    E-mail e mensagensGmail, Outlook, WhatsApp (backup)
    StreamingNetflix, YouTube, Spotify
    Inteligência artificialAssistentes e chatbots processados em servidores
    Ligação com a Atividade Complementar

    Use estes exemplos na pesquisa "O impacto da computação em nuvem no mundo moderno".

    Pessoa sorrindo cercada por ícones de serviços on-line de produtividade
    Figura 6 - Ferramentas de produtividade na nuvem

    O que roda na nuvem?

    Arraste cada cartão para Nuvem ou Local. Se preferir, clique em um cartão e depois clique na área de destino. Ao terminar, clique em Verificar.

    Nuvem

    Cartões

    Local

    Parabéns!

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    Você conheceu o que é a computação em nuvem, os data centers, os modelos IaaS, PaaS e SaaS, as nuvens pública, privada e híbrida, e analisou vantagens, desvantagens, custos, segurança e restrições. Continue aplicando esses conhecimentos nas atividades complementares e no seu dia a dia.

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